2012/08/16

REPARTIÇÃO




Da janela, costumava ver o céu e suas várias cores no decorrer do dia, as aves, os barcos que entravam e saiam do cais, as pessoas passando pela rua, descendo dos barcos, os trens, caminhões, lentamente começava a ver cunhados pedindo favores, logo seguido de dragões, fadas, duendes, gigantes famintos e anões armados até os dentes, bestas horríveis, feras medonhas, criaturas assustadores, seres saídos dos piores pesadelos, ouvia sons aterrados, davam-lhe tanto medo que ele se refugiava sob a mesa de trabalho e antes de entrar em choque acabava sempre por escutar uma voz distante que gritava à beira do mais bárbaro histerismo:

- Passou o efeito do lexotan dele, mediquem esse homem pelo amor de Deus!

...e a escuridão o abraçava.

4 comentários:

Mirze Albuquerque disse...

E a vida passa e ele não vê. Sob efeito de remédio a vista embaça;

Excelente!

Beijos

Mirze

Silvio Barreto de Almeida Castro disse...

É o Saboya!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ranzinza disse...

Nada disso Compañero CAstro, o supra-citado é "O" pesadelo!

Silvio Barreto de Almeida Castro disse...

Então...