2012/08/06

O FIO



As paredes fazem ângulos retos
Os corredores são estreitos
O caminho longo
Tudo tão escuro
E à frente
Mugidos assustadores
Meus passos são curtos e medrosos
Tateio feito cego
Para onde vou
Não sei
Mas também não sei mais
Como voltar
Ando
Ando
Ando
Meu medo
Vira pânico
Quando me dou conta
Que perdi o fio...



Um comentário:

Mirze Albuquerque disse...

EXCELENTE!

Quando nos damos conta que perdemos o fio, o prumo, o que nos guia na vida, com certeza vem o pânico.

Muito bonito e próprio aos nossos dias.

Parabéns, Roberto!

Beijos

Mirze