2012/06/21

ESPECTRO



A assombração sempre repetia assim
Sou uma alma penada
Um fantasma cansado de arrastar correntes
Não quero mais atravessar paredes
Tudo o que quero
É uma vela, uma oração e partir
Para o meu descanso final
E sumia mergulhando no assoalho velho e carcomido
...a cortina esvoaçava na janela

Um comentário:

Mirze Albuquerque disse...

Espectros que sempre vejo, que me atraem pela limitação de não mais poder participar do mundo em que viveram.

Belo!

Mirze