2012/01/17

A CHUVA DESSA TARDE

A chuva batuca na janela
E os vidros
(velhos e desafinados)
Não fazem música nenhuma
E o ruído que produzem
Irritam
E lá fora os trovões e relâmpagos
Não acalmam
Nem relaxam
Os que olham a as ruas
Cheias d’água
Os bueiros entupidos de sujeira
O ventos espalha tudo à sua frente
E as pessoas se aglutinam nas marquises
As velhinhas tremem – de medo
As mocinhas – de frio
Os boys – de raiva, pois atrasam-se para irem aos bancos
O mar encrespa
E a chuva batucando na janela
Continua desafinada

2 comentários:

Bárbara Magrela disse...

Só o mar encrespa? hahahahaha
O cabelo daquela moça toda linda e maravilhosa que se acha vai virar palha de aço de tão crespo!!!
hahahahah
Enfim, seu talento é inegável meu querido tio, mas não posso dessa vez elogia-lo. O tema é chuva e detesto tal!

MIRZE disse...

ROBERTO!

Adorei essa chuva que desafina os vidros.

E você, maestro, porque não afinou a chuva?

Parabéns!

Belo, belo!

Beijos

Mirze


P.S. CONSEGUI!