2011/05/27

O CRIME MISTERIOSO DO BANDIDO CRITERIOSO - TERCEIRO CAPÍTULO




(Barulho, vozes cantam parabéns para você, sons de buzinas, gritos, fogos de artifício, palmas)



(Porta batendo)

Eriberto da Costa – Maldição, assim não conseguirei analisar os dados desse caso. Como um homem pode trabalhar desse jeito? – Mais barulho ainda, agora som de copos quebrando, gritos de mulher, uma voz masculina gritando:

Voz masculina gritando – Chega, chega, basta, não agüento mais... (risos, mais buzinas, mais gritinhos femininos, outra vez parabéns pra você)

Eriberto da Costa – Desisto. Vou levar essa papelada prá casa, quem sabe lá eu consiga colocar meus pensamentos em ordem. Assim aproveito para fazer um curativo no furo da minha orelha.

(Som baixo de toc-toc)

Eriberto da Costa – Toc-toc, isso me remete a alguma mais importante ainda para eu fazer, mas o quê meu Deus, o quê?

(o toc-toc continua, mas agora mais alto)

(aumenta o barulho na sala ao lado)

(o toc-toc fica mais alto que o barulho ao lado)


Eriberto da Costa  - (som de uma tapa) Meu Deus, lembrei.


(som de gaveta sendo aberta)

Eriberto da Costa (desesperado) – Marcio me desculpe, me desculpe...

(Som de porta sendo aberta)

Entra Dr. Epiphanio Luzico

Dr. Epiphanio Luzico – Com quem você está falando Eriberto?

(Música de suspense)

Eriberto da Costa – Estou falando com o Marcio...

Dr. Epiphanio Luzico – (condescendente) - Eriberto, Eriberto, pare com essa bobagem de falar com o Márcio, você sabe, eu sei, Dona Sueli da Portaria sabe, que não existe nenhum Márcio dentro dessa gaveta, para de beber, não me diga que você estava na festinha de aniversário do Dr. Pompeu bebendo...

Eriberto da Costa - (gaguejando) – Mas Dr. Epiphanio o senhor já viu o Marcio meu marciano aqui na gaveta...

Dr. Epiphanio Luzico – (nervoso) Eriberto, cansei dessa palhaçada, agora chega, eu vou... (interrompido)

(som de porta sendo derrubada)

(Barulho, vozes cantam parabéns para você, sons de buzinas, gritos, fogos de artifício, palmas)


As pessoas da sala ao lado entram no escritório do Dr. Epiphanio Luzico cantando uma marchinha de carnaval...

(som de vidro quebrando e um tema de filme de ficção científica)

Eriberto da Costa (gritando desesperado) – O Márcio fugiu, o Márcio fugiu – vai repetindo em fade out.



Continua aqui

2 comentários:

MIRZE disse...

Pobre Eriberto. Porque ele não pode ter um amigo invisível?

Está ficando ótimo esse desvendar do confuso detetive.

Aguardo o próximo capítulo!

Abração!

Mirze

Ranzinza disse...

Mas será tal amigo é invisível ou imaginário?
Não seria Eriberto velho de mais para qualquer das opções supra citadas?
Será que tal confuso detetive desvendará alguma coisa?
Mais uma indagação:
Haverá um próximo capítulo?