2012/06/25

O ÚLTIMO ADEUS

(ou como pensam os ratos)

Visionário como um rato de bordo
Que vê o mar encrespar
O horizonte escurecer
O céu tomar cor de chumbo
Ao perceber que o balanço do mar está mais forte
Que carga já saiu do lugar mais vezes que o normal.
Preso a um pedaço de pau
Salto no mar, e
De longe vejo o navio afundar.
E equilibrado em tão frágil prancha
Penso:

-Vão-se os anéis e ficam os dedos.

2 comentários:

Mirze Albuquerque disse...

MUITO BOM!

Parabéns, Roberto!

Beijos

Mirze

Silvio Barreto de Almeida Castro disse...

O imediato surdo demorou para soltar a escota, deu nisso...