2007/04/24

TIO SYLVIO

Três e pouco da madrugada, toca o telefone, ignoro, coloco o travesseiro sobre a cabeça e finjo que não é comigo. Ele insiste em tocar, ou a pessoa, sei lá. Toca, toca, toca, eu me viro na cama e xingo baixinho.

Perco o sono e vou atender o miserável.

__Aaaaaaaaahhhhhhlô... – chamada a cobrar (adoro isso) de Belo Horizonte, não conheço ninguém de lá.

__ Alô, alô...

__ Alô (bocejo e má vontade)

__Oi o Sylvio (como eu sei que é Syilvio com Y? Adivinhei)

__Aaaaaaahhhh! Amigo você ligou a cobrar para o número errado, aqui não tem nenhum Sylvio.

Desligo o telefone na cara do sujeito. Volto para a caminha esperando conseguir voltar a dormir. Puxo a coberta, ajeito a cabeça no travesseiro, ensaio fechar os olhos e telefone toca outra vez.

Atendo com um misto de sono, má vontade e disposto a xingar o sujeito do outro lado da linha.


__Alô! (seco assim mesmo) – aquela musiquinha que nos informa que a chamada é a cobrar (piora o meu mau humor) – do outro lado agora uma voz de mulher desesperada.

__Arthurzinho, é a Tia Lindaura, o que foi que aconteceu com o Sylvio? Me conta sou forte para agüentar o tranco, aqui em casa ninguém quer me contar nada, com para a titia, conta.

Minha paciência por um fio...

__Minha senhora, aqui não mora nenhum Sylvio, nenhum Arthurzinho e nem ninguém de Belo Horizonte. A senhora como o sujeito que ligou antes, também a cobrar, diga-se de passagem, estão ligando para o número errado e... (sou bruscamente, e há outra forma de ser, interrompido).

__Foi o Ernesto que ligou antes? Por que ele não me falou nada?

__Minha senhora, desse jeito vou acabar conhecendo a sua família e eu NÃO quero conhecer a sua família e nem ninguém aí de Belo Horizonte.

Bato o telefone e deixo a Tia Lindaura com dor de ouvido, assim espero. A noite está perdida, o sono idem e daqui apouco tenho que me arrumar para ir trabalhar.
No escritório comento o ocorrido com os amigos, cheguei a comentar a minha preocupação com o tal Sylvio, como ele estaria, teria melhorado ou se teria ido dessa para uma pior? Rimos muito e por fim esqueço o caso na rotina do trabalho.
E os dias passam...
Quando numa madrugada (é sempre de madrugada meu Deus) toca o telefone, alguma coisa me dizia que essa chamada tinha algo a ver com o Tio Sylvio e\ou a família dele.
Atendo o telefone angustiado, a musiquinha, chamada a cobrar de Belzonte.

__Alô! (experto e educado dessa vez)

__Alô? É da casa do Tio Sylvio? – Explico que não, não é da casa do Tio Sylvio, mas que gostaria de ter notícias da saúde dele também, afinal já estava tão preocupado com ele como o resto de sua família, além disso, EU estava arcando com as chamadas telefônicas.

Explicou-me o sujeito (um seu sobrinho) que o Tio Sylvio teve um infarto, mais não sabiam e mais a família dele aqui não informou. Estão todos aflitos em Belzonte (acabei assimilando) em busca de mais notícias, e Tia Lindaura está tomando calmantes e remédio para a pressão. Quase como se já fosse da família, conversei mais um pouco, falamos sobre a qualidade da cachaça mineira comparada a de Paraty e torresminhos, e ele me prometeu ligar quando tivesse mais notícias do Tio Sylvio, que aguardo aflito cada vez que toca o telefone aqui em casa.
Até avisei a mulher:

__Se ligarem de Belzonte a cobrar, pode atender, peça notícias do Tio Sylvio, Tia Lindaura, todo o pessoal de lá e depois ligue imediatamente para mim no escritório!

Essa é para o Rodrigo (que não é de Belzonte)

2007/04/22

DOIS PALAHAÇOS


O Profissional & O Diletante

Ainda Odiando Kombi

Essa é a dita cuja Kombi.
Não percam esse espetáculo no Teatro Arthur Azevedo, Av. Paes de Barros, 955-Moóca, em SP, é claro!
De 06 de Abrila 10 de Junho\2007
Sexta e Sábado às 21:00hs e Domingo às 19:00hs
Vão lá!

2007/04/15

Se uma só andorinha não faz o verão
o que fazem todas assim no outono???

2007/04/13

ODEIO KOMBI

Clic na foto para mais detalhes

2007/04/08

O QUE É A APÁSCOA...


Depois de chamam de ranzinza.

O que vocês acharam disso?